Sustentabilidade e acessibilidade: conheça os engenheiros do futuro

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“Nem tudo no planeta é renovável, uma hora vai acabar. A gente precisa aprender a lidar com esses recursos”. A frase da aluna Stefany Lopes resume bem o pensamento de uma nova geração de engenheiros que acabam de concluir o curso na Uniso. Durante a apresentação do TCC, na Cidade Universitária, diversos painéis mostravam trabalhos inovadores, preocupados com questões como sustentabilidade, acessibilidade e acesso à moradia para pessoas de baixa renda.

Mesmo sem ser uma exigência de professores ou coordenação do curso, grande parte dos alunos decidiu investir em temas que, além de representar novidades significativas na engenharia, podem melhorar a vida de muita gente e também ajudar a preservar os recursos naturais.

“A engenharia civil tem muitas oportunidades para buscar em tecnologia os desafios e dentro deles está a sustentabilidade”, disse o professor Walbert Chrisostomo, que coordenou as apresentações. “Hoje em dia nós temos inúmeros problemas em relação a resíduos, materiais, a formas de construções, onde tentamos melhorar isso diminuindo o impacto ambiental”, complementou.

“Todo mundo produz muito lixo e a construção civil também. A gente quis trabalhar este processo porque é uma coisa que a gente precisa pensar: para onde vai mandar todo este lixo? Então, se a gente aproveitar isso em nossas construções pode ajudar o planeta”, disse Stefany Lopes. Junto da amiga Ana Paula de Oliveira, desenvolveu estudo sobre tijolos acrescidos de fibra de coco para utilização em construções.

Para Alessandro Proença, “considerar a sustentabilidade na engenharia não se trata mais de opção, mas sim de necessidade”. Ele e seu grupo desenvolveram um protótipo de piso incorporando PET triturado. “Há muita quantidade de garrafa PET jogada na cidade e a gente resolveu usar esse material para a fabricação desse piso, que pode ser utilizado em tráfego leve, nas calçadas, residências”, explicou.

Acessibilidade

Outras questões atuais foram levadas em conta na produção intelectual dos alunos. Um deles foi o acesso de pessoas com deficiência a escolas de Sorocaba e região. No trabalho de seu grupo, Kim Moraes levantou uma estatística preocupante: 25% da população possuem algum tipo de deficiência, o que para ele não pode ser ignorado. “Muitas escolas, muitos patrimônios públicos têm certa defasagem nesta parte de acessibilidade. Nosso objetivo é conscientizar as escolas, os governos, para investir mais na acessibilidade, porque está deixando a desejar”, enfatizou.

Moradia popular

O acesso à moradia para pessoas de baixa renda foi a preocupação de outro grupo, que apresentou um dado alarmante:   o Brasil possui déficit habitacional estimado em 5,7 milhões de domicílios ao ano. “Se não nos preocuparmos com isso agora, o problema pode se tornar insustentável no futuro”, alerta o aluno Daniel de Souza. A solução encontrada foi a construção de casas mais baratas tendo como base métodos alternativos como Wood Frame, composto por sistema de madeira, muito utilizado em países como Estados Unidos. O modelo, segundo Daniel, poderia ser adotado em programas habitacionais para garantir casas para mais pessoas.

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Alunos criam paredes com garrafa PET

 

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