A versão alternativa e realista de “Cinderela” – Luan Moura

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Luan Lima de Moura – Aluno de Letras da Uniso

Durante a Idade Média europeia, a população camponesa foi submetida à servidão, forma de trabalho na qual os servos (camponeses), não tinham liberdade, estavam presos às terras de seu senhor e deviam a ele uma série de obrigações. Devido a todos os trabalhos, a população camponesa estava submetida à exploração dos nobres, além de trabalhar e não ter dinheiro suficiente para se manter, todos camponeses eram obrigados a pagar pelos impostos, deixando seus senhores isentos de toda dívida.

Na maioria dos contos camponeses da Idade Média, o principal objeto de desejo era a comida. Pois a grande parte da produção agrícola produzida pelos servos era repassada para o nobre (senhor feudal) proprietário de terras.

Há uma versão de Cinderela que ficou conhecida como “A Pequena Anette”. Nessa história, a jovem Anette, órfã, vivia juntamente com a madrasta e suas filhas. Anette alimentava-se com um pedaço de pão o dia dado por sua madrasta. A menina ficou magrinha pela má alimentação. Já as filhas da madrasta se alimentavam com carne de carneiro e muitos outros deliciosos alimentos, enquanto a garota órfã trabalhava no campo e ainda lavava as vasilhas sujas das refeições que não fazia.

Num belo dia, a situação da menina órfã mudou, a pequena Anette recebeu da Virgem Maria uma varinha mágica que produzia um enorme banquete quando tocada em uma ovelha negra. Rapidamente, Anette foi ficando gorducha, de acordo com o seu desejo, pois a pequena jovem estava aderindo aos padrões de beleza da Idade Média (nesse período, o padrão de beleza feminino era a mulher com peso avantajado; quanto mais gorda, mais riqueza a predominava).

Com Anette engordando através da mágica, logo sua madrasta descobriu o segredo e mandou matar a ovelha negra. O fígado da ovelha foi oferecido à Anette, que o enterrou sem o conhecimento da madrasta.

A órfã, após ter enterrado o fígado, se surpreendeu, pois no local nasceu uma árvore enorme que ninguém conseguia pegar os frutos. Somente Anette se alimentava dos frutos daquela grande árvore, que abaixava os galhos para a menina alcançar as frutas.

Com o passar do tempo, um príncipe guloso fez a promessa de se casar com a pessoa que conseguisse colher os frutos. Como a árvore obedecia somente à Anette, a menina colheu os frutos para o príncipe, que se casou com a jovem e eles viveram felizes para sempre.

A camponesa órfã ascendeu à nobreza, ganhou regalias e ficou isenta do pagamento dos impostos. No entanto, essa ascensão social camponesa na Idade Média era praticamente inviável, somente possível nos contos de fadas.

Nota: Esta versão é de autor desconhecido, a maioria dos contos de fadas teve sua origem por volta de século XVIII. Com o passar do tempo, os irmãos Grimm fizeram readaptação com diversos contos que eram contados pelos seus pais e conhecidos. Temos também um grande autor Charles Perrault, escritor francês, seus livros trazem clássicos como: A Bela Adormecida, O Gato de Botas, Chapeuzinho Vermelho e o Pequeno Polegar, porém de versões diferentes, que carrega grande linguagem ocultista.

 

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Fonte:

http://historiadomundo.uol.com.br/

http://www.grimmstories.com/pt/grimm_contos/index

www.ebiografia.com/charles_perrault/

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