A magia está de volta em A Bela e a Fera

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Aos fãs de animações, uma grande oportunidade de conferir uma adaptação live-action de qualidade. Já entrei no cinema ansiosa, digamos que sou uma fã de Emma Watson desde a época de Harry Potter e vê-la representar uma de minhas personagens preferidas de contos de fadas me deixou bastante animada. O resultado não decepcionou.

A Bela e a Fera (2017) consegue trazer toda a magia da animação homônima da Disney, lançada em 1991. A doçura e inteligência de Bela, a sinceridade e simpatia dos personagens encantados em objetos, o coração derretido de Kyle “Fera” Kingson e até mesmo a malevolência  e egocentrismo de Gaston estão de volta às telas e aos corações dos fãs.

Emma Watson conseguiu entregar uma Bela incrível. A donzela em perigo não cabe aqui: avançada para a sua época, sonha em viajar, mas enquanto não pode, usa os livros como seu meio de transporte, alfabetiza as meninas do vilarejo e nem pensa em casamento, sendo vista então como a esquisita do local. Onde já se viu preferir livros à casar-se e ter filhos? Destemida como só, ainda entrega a própria vida para salvar a de seu pai.

Como já sabemos, Fera, por sua vez, nem é tão feroz assim. Por baixo de todo aquele pelo, chifres e caninos afiados há um coração bondoso e encantado que apenas espera um amor verdadeiro para mostrar sua verdadeira identidade e salvar não apenas a si, mas a todos os seus companheiros que ficaram presos junto dele, transformados em móveis e utensílios domésticos.

Inovador, traz um personagem gay à trama: LeFou, fiel companheiro de Gaston que traz uma paixão platônica pelo másculo e imbecil rapaz de topete. Os momentos são sutis, delicados, quase imperceptíveis, talvez até cômicos, mas alguns cinemas retrógrados ao redor do mundo proibiram a exibição do filme por poucos segundos de homossexualidade. Fazer o que, né? Quem perde são eles.

Atual e ao mesmo tempo clássico, o filme dirigido por Bill Condon ainda acarreta uma série de produções impecáveis: cenografia, fotografia, coreografia, roteiro, trilha sonora, sonoplastia, figurino, cabelo, maquiagem, efeitos visuais… um serviço perfeito para retirar “ah” e “oh” de qualquer um que aprecie um bom filme que ainda carrega a mensagem do “enxergar a beleza além das aparências”.

PS: Eu chorei, mas isso não é novidade para uma pisciana manteiga derretida como eu.

Quer mais sobre A Bela e a Fera?

Leia o Post de Luccas Fukushima

Karoline Poss
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Karoline Poss

Sorocabana de 19 anos, estudante do curso de Letras da Uniso e aspirante a escritora. Apaixonada por cinema, música, livros, séries e fotografia, criou em 2012 o blog Elfo Livre onde compartilha artigos, relatos e resenhas sobre os assuntos citados acima, autorias e dicas.
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