“A Chegada” da Linguística

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O que você faria se doze naves extraterrestres pousassem em diferentes partes do mundo? Sim, eu também correria para a décima terceira em que elas não estivessem repousando.

Essa premissa, porém, não afugenta a linguista Louise Banks (Amy Adams) e o físico Ian Donnelly (Jeremy Renner) quando convocados pelo Coronel Weber (Forest Whitaker) a desvendar o porquê dos extraterrestres estarem aqui, na Terra.

Mesmo que o terreno já seja conhecido por muitos, o filme “A Chegada” traz uma nova face ao gênero e surpreende quando esclarecida a razão da visita. O clima, durante todo o filme, é tenso. Não há momentos para bocejos e piscadas mais sonolentas, já que Dennis Villeneuve soube dirigir um longa coerente e coeso. Superficialmente, este é mais um filme “dos verdinhos” que vêm à Terra mostrar que os selvagens somos nós, com nossa calorosa recepção ao desconhecido, mas, por trás disso, temos o nascimento de uma língua que a personagem de Amy Adams cria e usa para dialogar com dois alienígenas.

É lindo de ver, logo no começo da película, a fiel rixa entre humanas e exatas que, posteriormente deixada de lado, contracenam lado a lado para a criação daquilo que nos faria entender a estada, usando de uma antítese e deliciando tanto quem é de Engenharia quanto quem é de Letras.

Luccas Fukushima

Luccas Fukushima

Luccas é simples, engajado, honesto, sincero. Ele ama o que é bom sem deixar de apreciar o que é ruim e espera que aqueles que o leem façam desta uma verdadeira recíproca.
Luccas Fukushima
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