A Bela e a Fera: um remake, não uma adaptação.

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Ontem foi o dia. O dia em que gritei “eu quero mais do que a vida no interior.”

Entrei no carro com minha irmã e fomos rumo ao cinema assistir o live-action de A Bela e a Fera.

Antes da sessão iniciar, fizemos uma brincadeira, uma aposta: quem chorasse no filme, levaria um tapa na cara no final. Tá curioso para saber se eu bati ou apanhei? Leia até fim, Christina Rocha.

Chegamos ao cinema e o filme começou. Já logo no começo minha irmã virou-se para mim e disse: tô toda arrepiada.
Antes mesmo de ela dizer isso, eu já estava todo cagado.

Esse é o post mais fácil de ser escrito porque a história deste é a mesma daquele de 1991, o único desenho animado a concorrer ao Oscar na categoria de melhor filme.

Mas, vá que tenhamos alguém desatualizado ou que não nasceu na época em que o desenho era auge, preferi contar um pouco da história do filme.

Havia um príncipe bem uó, bem mão de vaca, bem mesquinho, bem políticos em relação ao dinheiro público para educação, que vivia em um castelo. Um dia, uma senhora suja, fedendo a sovaco, bate a sua porta pedindo abrigo do frio. O simpático não se sente tocado pela situação da velha e acaba fechando a porta na cara dela. Porém, antes que ele conseguisse fechar a porta por completa, a velha se transforma em uma linda feiticeira, de cabelos longos e louros, olhos azuis, pele impecável. Bem parecida comigo.

Ela então lança um feitiço nele pois percebe que em seu coração não havia bondade, não havia amor. Tô precisando encontrar essa feiticeira para dar uns feitiços em umas pessoas aí… Não de feiura porque elas já são, mas sei lá. Enfim… ela o transforma em uma fera horrenda e lhe entrega uma rosa. No cair da última pétala, se ele não amasse e fosse amado verdadeiramente, todos os criados – que foram transformados em objetos – e ele viveriam para sempre daquela forma.

Depois de alguns anos, em uma aldeia provinciana, a jovem Bela, considerada esquisita por todos que lá viviam, resgata o pai que acaba se tornando prisioneiro da Fera, trocando de lugar com ele. Pronto, está nítido que nascerão híbridos em breve.

Obviamente que o filme não poderia deixar de ter um vilão que, apesar do nome sugestivo, não é a Fera. É Gaston, um homem machista, grosseiro, rude, que tenta casar-se à força com Bela, mandando o pai desta para um hospício e, posteriormente, tentando matar a Fera, que a essa altura, já está xonada por Bela.

O live-action é bem diferente daquilo que a Disney tem nos apresentado ao longo dos anos. Vejamos o porquê: todos os filmes feitos até agora foram mais uma adaptação do desenho do que um remake em si. Malévola é a história da cruel vilã de Aurora, que tem sua história contada em segundo plano. Inovou! Arrasou! Cinderela é a história dela mesma, mas com muitas alterações ao desenho. Agora, a Bela e a Fera é MAIS FIEL ao desenho do que a cor de nossos cabelos.

Com isso, a crítica tem caído em cima do filme, injustamente. Acreditavam em uma adaptação mais do que um remake. Criticaram os efeitos especiais, que para mim, foram extremamente bem feitos. Criticaram a direção do filme. Criticaram tudo. Mas, há críticos que têm a visão nebulosa e não conseguem enxergar direito. Sorry, gente. Não chorry. O filme continua tão lindo quanto ao desenho, com as músicas idênticas, com as cenas e sequências iguais – salvo leves alterações e adição de cena/música na história que caem perfeitamente àquilo que é proposto.

O que me chamou muita atenção neste remake é que Bela, interpretada por Emma Watson-sabe-tudo-Granger, tem uma presença firme e nada submissa. Nada de mulher oprimida nessa história. Ela fala não para o boy peludo de chifres e ele acata. Beijos, Fera. Outra coisa muito delicinha é que no filme, o amor de ambos desenvolve-se através das experiências literárias que tiveram em vida. Livros dando início a um romance. A gente, porfa né?

Em vários momentos, as lágrimas pararam bem na portinha dos olhos, mas segurei, já que minha irmã assistiu ao filme olhando para minha cara. Não podia derrama-las ou o tapa viria sem dó.

E veio.

Chorei mesmo! Chorei como se tivesse aberto minha fatura do cartão de crédito. Quis levantar do cinema e gritar: ALGUÉM DANÇA COMIGO NESSA MÚSICA ATÉ EU PERDER O AR?

É um filme que vale a pena ver sozinho, com a namorada, namorado, marido, mulher, amigos, amigas, encosto, assombração. Não importa, dessa vez, com quem se assiste mas quantas vezes assistir.

Sábado vou de novo. Topam ser meu convidado?

Mas sem aquele ditado de quem convida, paga, por favor!

💋

Quer mais sobre A Bela e a Fera?
Leia o post de Karol Póss

Luccas Fukushima

Luccas Fukushima

Luccas é simples, engajado, honesto, sincero. Ele ama o que é bom sem deixar de apreciar o que é ruim e espera que aqueles que o leem façam desta uma verdadeira recíproca.
Luccas Fukushima
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